




Don´t drink and drive
Ride and Fly
A bike sempre foi um desporto. Antes era um momento. Hoje é um ritual que poucos prescindem e ao qual aderem cada vez mais pessoas cuja vontade abraçam com toda a força.
Quatro horas chegam para ascender aos quase 3500 mts de altitude do cume Veleta, mas quatro dias, não são suficientes para percorrer toda a beleza de trilhos que toda aquela região nos oferece.
Partimos de Lisboa com essa premissa em mente. Pedalar ao limite era a nossa força máxima cuja motivação crescia a cada hora de viagem.
À medida que subíamos em altitude, era notória a forte dor de cabeça e a dificuldade em respirar que se sentia em cada pedalada. Nada havia a fazer. Era tudo ou nada. O binómio homem/máquina estava ali para desafiar a força da gravidade e mostrar que não existe limite nem distância que a nossa vontade não consiga alcançar.
O andamento do nosso grupo não era homogéneo, mas quando o principal objectivo é o cumprir de um ritual, tudo o resto pouco importa.
Existe uma panóplia muito grande de trilhos ávidos de serem explorados por todos aqueles que não vivem só os desportos de Inverno.
Quando o manto branco cobre aquelas montanhas, qualquer semelhança com a realidade que hoje avisto, é pura coincidência; os castanhos das encostas e a aridez da paisagem libertam do meu subconsciente as imagens retidas do Atlas marroquino. Ali, faltava a neve.
Por tudo aquilo que se pode ver em Alhambra, Granada além de andar de bicicleta em Capileira e Pradolano conjuntamente com a óptima relação preço/qualidade do parque de campismo, fazem desta zona da Andaluzia, um lugar ideal para uma visita por parte da comunidade Bttista nacional que neste momento está a viver a onda das maratonas em detrimento dos valores que os levaram para este desporto. O convívio.